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7 situações em que um parto normal pode ser revertido em cesárea

Muitas gestantes sonham em realizar seu parto de maneira mais natural, evitando uma cirurgia e mantendo um contato maior com familiares e o bebê durante o nascimento. Mas nem sempre isso é possível.

Segundo obstetras, mesmo que a mãe deseje um parto normal e se prepare para isso, e ainda que as condições avaliadas durante o pré-natal sejam muito favoráveis, algumas coisas podem acontecer que vão reverter o parto vaginal para uma cesárea. E apesar de representar decepção para a gestante, o pensamento ideal seria o de gratidão pelo conhecimento do profissional e pela capacidade de tomar a melhor decisão na hora necessária.

As condições mais comuns para que isso aconteça incluem:

1. Sofrimento fetal

  • É muito comum ouvir esse termo do obstetra ou da equipe. Não é apenas a mãe que sofre dores fortes durante um parto. O bebê precisa suportar as contrações uterinas que fazem parte do momento e a pressão pode ser muito forte em seu cérebro. Quando isso estiver acontecendo, o obstetra pode optar por realizar uma cesárea para evitar sequelas no bebê que sofre com a falta de oxigenação podendo evoluir para uma paralisia cerebral.

2. Contrações ineficientes

  • Especialmente para as mamães de primeira viagem, mesmo que tudo indique que um parto normal será possível, pode acontecer de as contrações não serem boas o suficiente para que o parto vaginal aconteça. Nesse caso, mesmo depois de horas com dores, mas sem evolução positiva, a cesárea pode ser a opção para uma rápida retirada do bebê, evitando consequências desastrosas para ambos.

3. Medicação incorreta

  • Algumas vezes as doses de ocitocina, hormônio que ajuda na aceleração das contrações, acabam complicando ao invés de ajudar no parto. Quando a ministração do medicamento é superior ao necessário, o organismo reage de forma negativa, com contrações acima do suportável para a mãe e o bebê. O parto normal então acaba não ocorrendo como esperado e a opção pela cirurgia será o mais indicado.

4. Excesso de anestesia

  • Doses erradas da anestesia, que deveriam apenas aliviar a dor extrema e ajudar a parturiente a realizar o parto com sucesso, também atrapalham. Quando é muito forte, a mãe perde o controle de suas pernas e não consegue realizar a força necessária para que o bebê nasça. Só uma cesárea para ajudar o bebê a nascer nestes casos.

5. Problemas com passagem

  • Às vezes a cabeça do bebê é muito grande e a mãe não consegue dilatar o suficiente para a passagem dele. Essa situação não pode ser prevista, especialmente no primeiro parto e mesmo depois de horas de contrações, uma cesárea terá que ser realizada. O risco de morte de ambos caso não existisse a cirurgia seria muito grande.

6. Posição do bebê

  • Há raras ocasiões em que o bebê vai para o canal de saída com a cabeça fora do ângulo adequado. O parto normal se torna inviável nessa situação.

7. Descolamento de placenta

  • Riscos de morte para a mãe e o bebê podem ser representados por situações graves como essa. O sangramento é um sintoma do descolamento de placenta e mesmo que a mãe esteja tendo as contrações efetivas e dilatação a contento, uma cesárea de emergência será realizada a fim de evitar danos maiores ao bebê e risco de morte para ambos.
    O preparo para o parto, psicológico e físico, ajudará a entender que situações adversas podem ocorrer e que a intervenção do obstetra será necessária e poderá ser a melhor escolha para manter a integridade da mãe e do bebê.

Fonte: Família

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