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QUEM RIR POR ÚLTIMO RI MELHOR?

MT. 9:18-26

Há uma versão em português de uma revista antiga e famosa “Seleçoes” que trazia em suas páginas algo de bem humorado, intitulado “Rir é o melhor Remédio.” Sem dúvida alguma, rir é uma coisa boa, uma experiência necessária, além de muito agradável. No entanto, o riso pode expressar aspectos não apenas positivos, como também negativos. Em seus aspectos positivos podemos citar a alegria por causa de circunstâncias favoráveis, satisfação nas realizações pessoais, uma amizade significativa. Do ponto de vista negativo o riso também pode expressar zombaria, desprezo e incredulidade.

E isso pode ser visto, inclusive, nas Escrituras Sagradas. Esses dois aspectos do riso são vistos nitidamente. Por exemplo, negativamente falando a Bíblia nos mostra que Sara riu por incredulidade, quando ouviu a conversa entre Abraão e os anjos afirmando que ela conceberia; os irmãos de José riam dele porque ele sonhava sonhos incomuns; o capitão do exército de Israel, na época da grande fome, riu zombando, não acreditando que haveria provisão de alimento para a população 2 Rs. 7:2; os filisteus riam do exército de Israel porque este tinha medo de Golias – certamente o exército dos filisteus riram ao ver Davi, um menino, sem formação ou preparo militar, se aproximando do grandalhão para lutar.

No texto que escolhi para esta reflexão encontramos Jairo, um pai desesperado, pois sua única filha, com doze anos, estava gravemente. O Senhor promete ir à casa daquela família apreensiva, no entanto, se depara com a pior das notícias que um amoroso pai poderia receber: a de que sua filha já estivesse morta. O cenário era, portanto, desolador: serviço funerário já contratado – os lamentadores eram profissionais – entre os gregos os que lamentavam usavam instrumentos de bronze, que faziam grande ruído. Os romanos prorrompiam em alto vozerio, chamado conclamatio, talvez dirigido à alma que fugia do corpo, ou para acordar a pessoa que estava entrando no estado da morte. Isso se fazia durante oito dias, sempre clamando o nome do moribundo. Se nada mudava e a pessoa falecia, então o povo dizia: conclatum est – ou seja, – tudo está acabado; não há mais esperança.

Diante daquele quadro o Senhor realimenta a esperança daquela família dizendo que a criança ‘dormia.’ E aí o evangelista descreve a atitude muitos que ali estavam: Riam-se dEle – o verbo no original mostra o desprezo e o espírito de escárnio e zombaria que aquelas pessoas demonstravam. Eram lamentadores profissionais, tinham visto muitos casos de morte, e conheciam todos os indícios de morte. A jovem apresentava todos esses sinais e não tinham dúvida alguma que ela havia falecido.

MAS, DO QUE AS PESSOAS RIEM DE NÓS?
– nossa aparência – somos julgados pela nossa estatura, porte físico, capacidade intelectual. Sempre foi assim. Aconteceu com Davi – não só pelos filisteus foi ele desprezado, mas na sua própria casa. Mas Deus disse ao profeta Samuel: “não atentes para a aparência exuberante do irmão mais velho de Davi, pois o Senhor já o havia desprezado, pois DEUS NÃO VÊ COMO VÊ O HOMEM.

– Da nossa capacidade e limitações – acham que nossa obra não vai muito longe por que não temos as qualificações exigidos pelos padrões impostos pela sociedade – Nossa obra não vai muito longe. Vamos falir. Foi o que Sambalate, Gesem e Tobias disseram de Neemias e do remanescente judeu. Mas Neemias declarou que O Deus dos céus é que nos fará prosperar, e mais tarde Paulo escreveria: Deus escolheu as coisas loucas, as frágeis, as desprezíveis, as que não são…

– Da nossa falta de recursos – O chefe do exército nos dias da grande fome em Israel – 2 Rs. 7:2, como citado acima.

– Roma, através de seus imperadores cruéis riu dos primeiros cristãos. Nero achou que queimando os cristãos vivos iria eliminar o evangelho de seu império. Tito achou que massacrando os judeus iria riscar o povo de Deus da face da terra. Quantas não foram as risadas dos oficiais, soldados e imperadores romanos, achando que iriam acabar com o Cristianismo. O império romano caiu perdeu sua supremacia. Deixou de ser o soberano do mundo. Mas o Cristianismo venceu o império, rompeu as barreiras e fronteiras geográficas de Roma, e hoje nós podemos rir de tudo isso por que Jesus prometeu naqueles dias que as PORTAS DO INFERNO NÃO IRIAM PREVALECER CONTRA A SUA IGREJA.

– Dos nossos projetos, dos nossos sonhos, de nossos ideais – E assim, a lista das razões pelas quais riem de nós torna-se extremamente longa. Há, porém, algumas coisas que quero pontuar acerca dessa experiência vivenciada pelo Senhor:

A primeira é que, POR CAUSA DA INCREDULIDADE, ZOMBARIA O POVO NÃO PÔDE PRESENCIAR O MILAGRE – vs. 25. Apenas o pai, a mãe e alguns discípulos presenciaram a realização do milagre. Os que riram ficaram de fora. Viram-no posteriormente.

O riso, enquanto expressão de desprezo e sarcasmo, não pode ofuscar a fé nas promessas de Deus para nossas vidas.

O riso, enquanto expressão de incredulidade, não pode sepultar nossa esperança no agir soberano do Senhor em nosso favor.

Concluindo, lá fora se diz que quem ri por último ri melhor, mas para aquele que crê no Senhor, esse pode afirmar “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” Sl. 30:5 e ainda “A alegria do Senhor a nossa força é” Ne. 8:10.

Tenha um dia ricamente abençoado pelo Senhor!

Pr. Manoel Antonio
Pastor da Segunda Igreja Congregacional de Campina Grande-PB

Wattsapp 83 98700-0490

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