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QUANDO O FRACASSO NÃO É O FIM

Js. 7:5-13

O fracasso é uma daquelas experiências que todos nós tentamos evitar. Fracassar não faz parte de nenhum planejamento, de nenhum projeto pessoal. Quando se pensa em fracasso pensa-se em vergonha, em constrangimento, em rejeição. Desta forma não queremos ter o fracasso em nosso histórico de vida. E alguns veem no fracasso o fim de um sonho, o término de uma caminhada. Porém, todos nós, sem exceção alguma, já fracassamos em algum momento de nossa trajetória. Ainda que não tenha sido em algo grandioso, mas certamente ocorreu em coisas pequenas. Se analisarmos a biografia de grandes líderes da história, inclusive dos personagens bíblicos, poderemos constatar esta minha afirmação. No entanto, há aqueles que, mesmo após uma queda, procuram se levantar, avaliar as causas da derrota pessoal, consertar o que não deu certo, e redirecionar seu rumo. Enquanto que há outros que tomam o fracasso como o fim de uma jornada. Alguns chegam até a afirmar que não nasceram para serem felizes. E aqui posso citar exemplos de pessoas que se levantaram após a queda, como o caso de Einsten, que foi expulso da escola em Munique; mandado embora de uma pensão; reprovado em Zurique; rejeitado como monitor. Também posso mencionar Ludwig Von Bethovem, cujo mestre John Albrech Thsberger irou-se com ele, e afirmou que jamais faria uma composição digna de ser apreciada. Cabe aqui, portanto, a pergunta: o que seria da música, da Física, se estes mestres houvessem desistido? O que seria da diversão se Walt Disney tivesse engavetado seus desenhos, os quais foram rejeitados pelas principais publicadoras de sua época?

Nesta meditação proponho-me a analisar o fracasso sob a perspectiva do Senhor. Nas Escrituras vemos inúmeros registros de homens e mulheres que fracassaram em algumas áreas e, no entanto, não tiveram sua caminhada interrompida, pois PARA DEUS O FRACASSO NÃO É O FIM! Pode se tornar em um desafio, uma oportunidade de buscá-Lo, de pedir-Lhe forças para tentar de novo.

No texto que tomei por base para esta reflexão encontramos o fracasso de um líder militar, Josué, diante de um exército pequeno, belicamente inferior ao exército comandado por este guerreiro. E convém lembrar que Josué acabara de ser bem sucedido na batalha anterior, cujo exército inimigo era muito forte, e a cidade conquistada era humanamente impenetrável. Josué e seu exército fracassaram diante de uma pequena cidade, chamada de Ai. Aquela derrota trouxe vergonha pessoal, caos social, e constrangimento para o povo de Israel. No entanto, Josué não encarou aquela derrota como seu fim. Ele tomou algumas atitudes que mudaram drasticamente o rumo da nação de Israel. O seu fracasso não foi o fim. Que atitudes foram essas? Quais foram as reações que Josué teve diante do fracasso? Quando o fracasso não é o fim?

Primeiramente quando se busca ao Senhor – ao voltarem da batalha envergonhados por terem sido derrotados, Josué rasgou suas vestes foi orar ao Senhor, buscar a face de Deus. Ele não culpou seu exército, não procurou desculpas evasivas. Simplesmente foi buscar ao Senhor.

Em segundo lugar Josué se humilhou diante de Deus, confessando o pecado da desobediência cometido por um de seus soldados na batalha contra Jericó. Josué foi humilde diante do fracasso. E sua humildade levou-o a confessar o pecado da nação. Ele se inclui também naquela culpa, mas não se entrega ao fracasso, pois confiava na misericórdia e no perdão gracioso do Senhor.

Em seguida demonstrou disposição para abandonar o pecado, tirando o mal que alavancou aquela derrota. A Palavra do Senhor nos afirma que ‘aquele que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas aquele que as confessa e deixa, alcançará a misericórdia’ Pv. 28:13.

E também, concluindo, Josué demonstrou disposição para empreender novas tentativas. Ele não parou ali no deserto. Também não recuou. Após buscar ao Senhor, confessar o pecado e abandoná-lo, seguiu em frente, agarrado à graça e à misericórdias divinas, confiante na bondade e no perdão divino. A partir daí as Escrituras nos mostram Josué alcançando os alvos propostos pelo Senhor, que eram o de introduzir Israel na Terra Prometida.

Você já experimentou o decepção pessoal de fracassar? Já se deu por vencido e pensou em não mais continuar? Quando o fracasso não é o fim? Quando se busca ao Senhor de coração, quando há arrependimento pessoal, confissão pessoal e abandono do pecado. Agora, é confiar no auxílio do Senhor, que é riquíssimo em perdoar e em nos reerguer, para continuarmos em frente.

Tenha um dia ricamente abençoado pelo Senhor!

Pr. Manoel Antonio
Pastor da Segunda Igreja Congregacional de Campina Grande-PB
Wattsapp 83 98700-0490]

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