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O DEUS QUE VÊ ALÉM DAS MÁSCARAS

Gn. 3:7 e 21/Tg. 1:17-24

O uso das máscaras é uma das estratégias mais antigas empregadas pelo homem. Há alguns psicólogos, inclusive, que afirmam que alguns indivíduos projetam no disfarce suas fantasias ou mesmo algum desejo reprimido. Usar máscara é o mesmo que adotar um disfarce. É uma forma de esconder-se por baixo de uma aparência. Em muitos casos representa o desejo consciente de enganar, de esconder-se ou de esconder algo. Por esta razão usamos máscara para: Sermos aceitos pelo grupo; para impressionar e conquistar coisas, pessoas, posições; e, esconder os porões, a sujeira e as deficiências de nossa alma

A Bíblia fala das máscaras. Alguns personagens usaram máscaras, como Adão e Eva, ao usarem folhas de figueira para esconderem sua desobediência; Davi mostrou-se bastante atencioso e generoso para com Urias, para esconder o pecado de adultério; Judas – no caso do unguento de nardo puro querendo mostrar amor pelos carentes – e no caso do beijo, querendo esconder sua traição, são alguns exemplos de personagens bíblicos que usaram do artifício das máscaras.

Hoje as máscaras são outras. Na política usa-se máscara para comprar o povo, como na famosa expressão “pão e circo”, onde se esconde através de alguns benefícios, de algumas obras, a corrupção, a desonestidade e o espírito ganancioso de muitos que exercem cargos públicos. Na família também encontramos seu uso, como no caso de pais que disfarçam sua ausência através de brinquedos caros, cônjuges que escondem sua negligência para com o outro através de presentes, dentre outras coisas. Na igreja também encontramos o uso de máscaras. Embora a pregação da verdade seja uma característica de uma verdadeira igreja, infelizmente podemos constatar o uso de muitas máscaras entre os cristãos modernos. Isso pode ser visto num louvor vazio e sem sentido, que busca meramente através da técnica dos músicos e do barulho excessivo dos instrumentos esconder a falta de espiritualidade e de consagração pessoal dos auto intitulados ‘ministros do louvor’. Vemos em alguns púlpitos a carnalidade e ambição material mascarada através de discursos vazios, eloquentes, apelos dramáticos, travestidos de piedade. Encontramos estas máscaras também nos cristãos que fingem amar, disfarçam sua rejeição aos outros, camuflam seus preconceitos étnicos e religiosos, muitas vezes através de uma atraente capa costurada com muitos enfeites e adornos religiosos.

Diante de tudo isso convém lembrarmos algumas coisas: Deus conhece o nosso interior. Ele conhece o profundo e o escondido (Dn. 2:22). Ele sonda os nossos corações, sabe das nossas reais intenções (Sl. 139:23). Ele nos vê além de nossas máscaras! O Senhor não enxerga nossas aparências. Elas, por lindas que sejam, não impressionam o Seu Espírito Santo. Para Deus a aparência não tem valor algum. Serve apenas para denunciar o vazio que existe dentro de nós. São indícios de nossa natureza decaída. Diante de Seus olhos que a tudo perscruta e tudo conhece, as máscaras caem e nós ficamos desnudos.

Portanto, fuja dos disfarces. Permita que o Espírito Santo remova as máscaras de sua religiosidade. Deixe o Senhor transformar seu interior, fazendo de você uma nova criatura. Se alguém está em Cristo nova criatura é. As coisas velha já passaram, e tudo se fez novo ((2 Co. 5:17)!

Tenha um dia surpreendentemente abençoado pelo Senhor!

Pr. Manoel Antonio
Pastor da Segunda Igreja Congregacional de Campina Grande-PB
Wattsapp 83 98700-0490

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