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Proposta de lei para suicídio assistido será votada no Canadá

suicidio_web-563x353A nação canadense receberá em breve a notícia sobre a possível descriminalização do suicídio assistido por médicos. O procedimento, que é crime no Brasil e em outras nações do mundo, foi apresentado pelo primeiro-ministro canadense Justin Trudeau.

O objetivo, de acordo com líder canadense, seria aplicar o processo em pacientes adultos e com doenças incuráveis. Os doentes terminais interessados receberiam medicamento dos seus médicos ou seriam “tratados” em um hospital.

Apesar do apoio de uma parcela da população, ainda existem pessoas que lutam pelo direito à vida em qualquer circunstância. É o caso da advogada cristã Joni Eareckson. Ela ficou famosa ao comentar o caso de Brittany Maynard, americana que foi diagnosticada com um câncer terminal no cérebro. Devido a prognóstico desfavorável, Brittany escolheu o caminho do suicídio assistido.

A advogada Joni, que possui uma verdadeira história de superação, envolvendo a tetraplegia e um câncer de mama, além do seu engajamento internacional em assuntos relacionados à deficiência física, se pronunciou com relação à decisão de Brittany em realizar o suicídio.

“Se eu pudesse estacionar minha cadeira de rodas ao lado dela, eu falaria como o amor de Jesus tem me sustentado, mesmo diante da minha dor crônica, quadriplegia e câncer”, afirmou a advogada.

“Não quero que ela acorde do outro lado de seu túmulo só para enfrentar uma existência sombria, sem vida e alegria, ou seja, sem Deus. Só existe uma pessoa que tem transformado a passagem da vida após a morte, que é Jesus, Aquele que venceu a morte, abrindo o caminho para a vida”, destaca.

Infelizmente, Brittany mudou-se para o estado Oregon, EUA, (estado que permite a prática do suicídio assitido), e no dia 1 de novembro de 2014 realizou o procedimento.

No Canadá, a Lei, que será votada em breve, deverá ser aprovada, tendo em vista o número de legisladores ligados ao partido liberal favoráveis a prática. Com objetivo de evitar-se o “turismo médico” (transferência de pessoas de outros países que proibem a prática), uma das limitações da Lei é que ela pode apenas ser aplicada a cidadãos canadenses.  O Governo afirmou que estudará minuciosamente a Lei antes de colocá-la em prática.

O suicídio assistido já é legal na Alemanha, na Suíça, na Colômbia, no Japão e em alguns Estados americanos, entre eles Oregon e Vermont.

Por Samuel Oliveira

Imagem: (Ruben Sprich/Reuters/VEJA

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