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Mulheres que se arrependeram de realizar abortos lutam pela causa da vida nos Estados Unidos

mulheres-defendem-vida-WEB-563x353No Texas, Estados Unidos, mais um caso foi levado à corte por defensores do aborto, que alegam que as leis do Estado entram em conflito com a lei federal que permite o aborto. Muitas mulheres que defendem a prática, assim como clínicas que oferecem o procedimento, têm se manifestado contra o Estado, mas por outro lado, milhares de mulheres que realizaram o aborto e se arrependem amargamente têm compartilhado suas histórias, a fim de aumentar a luta contra a morte de crianças inocentes.

O Estado do Texas promove leis de proteção às mulheres caso clínicas de aborto não ofereçam as condições necessárias para tratar bem da saúde das mulheres que passam pelo procedimento. Isso tem levado várias clínicas a fecharem e uma delas, a Whole Woman’s Health, está brigando no tribunal com o Estado a fim de questionar até onde essa proteção às mulheres impede as clínicas de realizarem abortos.

Em apoio à clínica, várias mulheres têm comparecido em frente ao tribunal, muitas delas declarando que o aborto tornou suas vidas melhores, e que o procedimento é um direito que todas devem ter. Em oposição a isso, várias outras mulheres que são contra o aborto têm compartilhado suas histórias, expondo que clínicas como a Whole Woman’s Health não só matam crianças inocentes, mas também enganam e machucam as mulheres.

Tammy Romo-Alcala é uma dessas mulheres que lutam pela vida. Em depoimento ao Washington Post, ela contou a história de como um aborto realizado há mais de 20 anos trouxe tristeza para sua vida. “Se eu soubesse onde estava me metendo na época, eu não teria continuado”, disse ela. Tammy, atualmente com 44 anos, contou que sofreu de depressão e teve problemas com a bebida. Além disso, a cicatriz da operação a levou a fazer uma histerectomia aos 28 anos. “Por muito tempo eu pensei que fosse a única. Agora a realidade é que existem muitas mulheres que se sentem da mesma forma, e nós precisamos falar sobre isso”, afirmou Tammy.

A organização pró-vida Justice Foundation já reuniu histórias de 3,348 mulheres que afirmam terem sido machucadas em abortos, a fim de apresentar os depoimentos diante do tribunal. Os relatos mostram experiências de mulheres que sofreram com a culpa, estresse emocional, depressão, relacionamentos abusivos, tentativa de suicídio, além de terem gestações posteriores prejudicadas pelo aborto que fizeram.

Defensores do aborto tentam classificar o procedimento como a única opção para jovens mulheres que pretendem ter uma carreira de sucesso, como se tirar a vida de uma criança inocente fosse eliminar todos os problemas. Mas histórias como a de Tammy Romo-Alcala mostram que o aborto não é um procedimento simples e nem seguro, podendo não somente trazer a dor de matar um bebê, mas a de ter as chances de gestações posteriores completamente arruinadas.

Por Ana Louise

Imagem: Kevin Lamarque/Reuters

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