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Terror no Sudão do Sul: estupros em massa, crianças e deficientes queimados vivas

sudan-cc-563x353O cenário é de terror no Sudão do Sul, país localizado no nordeste da África. Segundo um relatório da ONU, confirmado por líderes evangélicos baseados no país, a guerra civil tem destruído o país, com estupros em massa, crianças e deficientes queimados vivos, enforcados ou esquartejados.

A ONU informa em seu relatório que há “relatos pungentes de civis pró-oposição sendo queimados vivos, sufocados em contêiners, fuzilados, enforcados em árvores ou esquartejados”. O relatório também aponta que, entre as vítimas dessas atrocidades, estão crianças e pessoas com deficiência.

Outros alvos de perseguição por parte do governo são ativistas civis, defensores dos direitos humanos, agentes humanitários, a imprensa e representantes da ONU. Eles têm enfrentado ameaças, prisões e, e alguns casos, têm sido mortos pelas forças governistas.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU também destaca o número alarmante de estupros que estão acontecendo pelo país. “A extensão e as formas de violência sexual – cometidas primariamente pelas forças do governo e milícias afiliadas – são descritas de forma crua e detalhada, assim como a atitude quase que casual, ainda que calculada, daqueles que assassinam civis e destroem propriedades e moradias”, disse Zeid Ra’ad Al Hussein, membro do Alto Comissariado.

O relatório culpa as autoridades sudanesas pelas barbaridades cometidas no país, já que as forças de oposição estão enfraquecidas.

Por fim, o documento recomenda que o governo de transição do país, formado ano passado na tentativa de acabar com a guerra civil, deve por um fim imediato às violações dos direitos humanos cometidas contra os cidadãos sudaneses, especialmente as crianças. David Marshall, coordenador da missão da ONU no Sudão do Sul, recomendou ainda que os líderes militares responsáveis por esses crimes de guerra não façam parte do governo de transição.

Alguns líderes cristãos ao redor do mundo têm falado sobre o massacre no Sudão do Sul, condenando os crimes ali cometidos. Um deles é o evangelista Franklin Graham, que em julho do ano passado, escreveu: “Essas pessoas estão sofrendo além do que podemos imaginar, e além disso, estão sendo atacadas por seu próprio governo […] Toda aquela região tornou-se um rio de sangue.”

Por Mariana Gouveia

Foto: thedailybeast.com

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