Home / Pr. Gomes Silva / O PLANO ETERNO DE DEUS PARA O HOMEM

O PLANO ETERNO DE DEUS PARA O HOMEM

Pr. Gomes Silva 

Muitas vezes alguém aborda uma pessoa na rua, no trabalho, na escolha ou em qualquer outro ambiente e lhe diz: “Deus tem um plano na sua vida”. E pronto. Pronto, nada! O evangelho de Jesus Cristo tem que ser puro, claro, sem remendo e sem meias-verdades. Precisamos discorrer a verdade que será encarada por cada ser humano num futuro que pertence somente a Deus.

Na verdade, muitas pessoas precisam compreender alguns detalhes que ainda não lhes foram explicados corretamente, embora escutem tantos pregadores falarem do Evangelho por meios de comunicação como este, rádio, jornais, televisão e sermões proferidos em cultos realizados em praças públicas, porem não abriram suas mentes para entender essa necessidade de um ser racional entregar sua vida a Cristo, como alardeiam os evangélicos, principalmente, numa tentativa, segundo se justifica, para evitar uma eternidade de sofrimento na vida dos que renunciarem às benesses deste mundo (leia-se mundo hostil aos princípios norteadores da Palavra de Deus).

Todos nós sabemos, embora alguns cientistas não queiram admitir, que o mundo foi feito por Deus em seis dias, sendo que no último deles, o Senhor fez o homem como coroa da criação, formando-o do pós da terra, conforme Gênesis 1.28: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou”.

A criação do homem não foi um ato acidental nem evolutivo. O homem fez parte de um projeto do Criador: “Façamos o homem, a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). “Então formou o Senhor ao homem do pó da terra, e lhes soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7).

Contudo, o relato da criação coloca o homem como responsável pela procriação de sua espécie e pela administração e governo delegados por Deus: “E multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal, que rasteja pela terra” (Gênesis 1:28). Todavia, seria muito incompleto reconhecer o homem tão-somente como o administrador ou gerente do mundo. O homem foi criado para buscar o seu criador: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós” (Atos 17:26-27). O homem foi criado para louvar a Deus, na contemplação de suas obras, como diz o salmo 8:3-9; 19:1-4.

No entanto, esse mesmo homem, criado para o louvor da glória de Deus, desobedeceu à ordem divina para não comer do fruto proibido morrer (morte espiritual). Essa desobediência de Adão (com a participação direta da mulher, Eva), trouxe graves consequências ao Universo, especialmente à vida na terra e afetou a imagem original que o homem havia recebido do seu criador, como relata Gênesis 1:27. A indisciplina de Adão foi a causa da queda e o apóstolo Paulo mostra aos romanos que “pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores” (Romanos 5:19). E não só isso. Conforme Paulo, há uma corrupção hereditária de todo ser humano, incluindo também uma degradação de nossa natureza, pois ele mesmo cita que, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23), advertindo, no entanto, que “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Perdido em seus delitos e pecados (Efésios 2:1), o homem não tinha como pagar suas “dívidas” nem como voltar à comunhão com Deus, que providenciou a propiciação pelos pecados dos arrependidos (1 João 2:2). O Filho primogênito do Pai Eterno se fez carne e habitou entre nós (João 1:1-3, 14), tornando-se disponível para aqueles que o aceitar como verdadeiro Salvador, segundo os versículos que se seguem:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3:16-18 e 36).

Hoje, por conta dessa desobediência consciente do primeiro Adão, o homem, cônscio de seus erros, tem que se arrepender, pedir perdão e não mais praticar atos desabonadores a sua conduta (Atos 3:19) e entregar sua vida a Jesus Cristo, o segundo Adão, que o perdoará e o levará à comunhão e à relação com o seu criador, e, consequentemente, à vida eterna (Atos 4:12). Deus perdoará o pecador, jogará no fundo do mar de esquecimento (Isaías 43:13; 18-19 e 25), regenera pelo Espírito Santo (Tito 3:5)  e lhe confere vida e morada eterna na mansão celestial (João 3:16).

Ou seja: Embora o homem tenha decepcionado o plano de Deus, este não quer que ninguém se perca. Ele mesmo diz: “Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18:23). Na primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo afirma que “Deus que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Timóteo 2:4-5). Por isso, enviou seu Filho para morrer na cruz para salvar o pecador (João 3:16-18).

Então, esse é o maior plano de Deus para o homem: Resgatá-lo do mundo atenuado pelo mal imperante, perdoando-lhes os pecados mediante o arrependimento e a confissão dos mesmos (Salmo 7:11-12; 1 João 1:9).

A decisão de viver a eternidade com CRISTO depende de cada um. Mas só ele tem o poder de mudar a sua história!

HARRIS, R. Laird; ARCHER Jr., Gleason L.; WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Miami, Flórida: Editora Vida, 1970.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras introdutórias à Teologia Sistemática. São Paulo: IBR, 1987.
STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE Jr., William. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Veja Também

JESUS E A COMPAIXÃO DE UM MUNDO PERDIDO

Mateus 9:35-38 INTRODUÇÃO  Jesus Cristo era um missionário exemplar para o povo de Deus para ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.